domingo, 31 de maio de 2009

O desafio de se manter no rumo certo

Para vencermos o desafio de viver uma vida guiada por princípios é manter a automotivação para nos manter neste modo de vida. Além de nossos próprios impulsos internos, precisamos lidar com a pressão contrária do mundo sócio-cultural em que vivemos e que podem fazer com que nos sintamos deslocados, menosprezados como ingênuos e até mesmo como mal-sucedidos. Grande parte dos meios de comunicação (incluindo a publicidade e o entretenimento) valoriza o materialismo, a astúcia, o “sucesso” a qualquer preço e deprecia o caráter e o aprendizado.

Como já dito, viver uma vida guiada por princípios é um desafio. Primeiro, temos que determinar as razões lógicas, emocionais e existenciais pelas quais por A + B consideramos a ética elevada o melhor modo de vida e decidir se realmente queremos trilhá-lo. Se quisermos, não podemos aguardar que o mundo nos motive continuamente. Precisamos produzir dentro de nós nossa própria motivação alimentando nossa mente com informações úteis e construtivas, na forma de boas companhias, bons livros, boas revistas, bons sites, etc. que transmitam e reforcem valores elevados. Assim como nossa dimensão física, nossas dimensões emocional, intelectual e espiritual / existencial também precisam de alimento e exercício para se manterem fortes e saudáveis em uma sociedade doentia.

O “sucesso” ilusório e a “felicidade” impostora das pessoas moralmente dúbias às vezes fazem alguns indivíduos de caráter ter dúvidas sobre a sabedoria de optar por uma vida guiada por princípios. Temos que entender e acreditar que esse “sucesso” é superficial. A maioria destas pessoas são infelizes, vivem com o temor que seus erros e/ou sua infelicidade sejam descobertos. Não possuem paz mental, apenas uma fachada.

Assim, para continuar trilhando uma vida guiada por princípios é necessário manter a decisão de alimentar e exercitar regularmente o nosso intelecto e o nossos emocional, acreditar em algo maior do que nós, sermos fortes, selecionar nossos ambientes e o que entra em nossa mente e coração.

*Adaptado de um texto do Professor Marins

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Complexo de Vítima Impotente

Para entender o Brasil e os brasileiros, precisamos aprender sobre a forte herança cultural ibérica (Portugal + Espanha) que recebemos e que até hoje influi poderosamente em todas nossas instituições sócio-culturais e econômicas do nosso país.

Durante grande parte de sua História, Portugal e Espanha travaram uma intensa luta para preservar suas independências políticas e identidades nacionais. Essa luta para sobreviverem como nações requeria comandantes fortes e incontestes e uma alta coesão interna. O resultado foi uma organização social altamente centralizada, diferente da maioria das nações da Europa ocidental cujo sistema feudal permitiu maior distribuição e balanceamento do poder. A concentração de poder nas mãos de uma única pessoa acostumou o povo à inércia quanto ao seu destino e aguardar providências desse Protetor do Povo e Salvador da Pátria. E esse padrão transferiu-se para suas colônias.

Esse fenômeno pode ser observado até hoje em nossa cultura, tanto na política quanto na vida empresarial e pessoal. As pessoas esperam uma “salvação” ou solução vinda de fora, de algum outro lugar, concentrada na figura de um único personagem. Não acreditam ou nem sequer conhecem suas próprias forças e capacidade de solucionar. Ficam aguardando ansiosamente um líder carismático surgindo de repente, pronto para destruir o inimigo, detentor de todas as respostas e soluções.

Esse traço cultural causa efeitos prejudiciais na sociedade brasileira e na nossa vida pessoal. À medida que esperamos um agente externo para resolver as dificuldades, há uma ausência de iniciativa e compromisso com o que nós podemos fazer e não assumimos nenhuma parcela de responsabilidade nem perante os resultados negativos obtidos nem pelos resultados futuros potencialmente positivos.

Outra característica deste traço cultural: confundimos “responsabilidade” com “culpa” e queremos nos livrar totalmente delas. Ou então as assumimos de uma forma disfuncional. Rejeitamos a auto-análise (e conseqüentemente a autocrítica). É muito difícil dar e receber feedbacks, pois tanto quem emite quanto quem recebe tende a levar para o lado pessoal em vez de se concentrarem em fatos, princípios e objetivos. Na ocorrência de insucessos ou de uma fase de estagnação ou degeneração, toda a responsabilidade é atribuída ao líder atual e aguarda-se esperançosamente o novo Salvador da Pátria. Alguns políticos desonestos e outros líderes manipuladores exploram magistralmente em benefício próprio esse traço cultural.

Precisamos erradicá-lo de nosso modo de pensar, falar e agir substituindo-o por um paradigma de "responsa + habilidade" para modificar os resultados que obtemos em nossa vida pessoal, profissional e organizacional, em termos não apenas de êxito quantoa metas, mas também em bem-estar emocional e existencial.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Boas Maneiras no Elevador

Você preocupa-se com as boas maneiras à mesa, no ambiente de trabalho, nos encontros de negócios, mas... e no elevador? Essas pequenas viagens costumam ser um campo fértil para gafes e escorregadas que podem comprometer a sua imagem profissional.

Veja algumas dicas para se comportar bem no elevador:

1. Seja discreto. Não faça comentários sobre problemas pessoais ou de trabalho com seu colega. Nunca se sabe quem pode estar ouvindo.

2. Não atenda celular no elevador. O sinal nunca é bom o que, invariavelmente, leva o interlocutor a levantar a voz. É desagradável para quem está do lado.

3. Não segure a porta para continuar a conversa. Pode parecer óbvio, mas muita gente ainda desconhece que elevador não é local para bate-papo. Isso demonstra uma falta de educação e de respeito com os outros.

4. Não tenha pressa. Essa é uma regra básica de educação no elevador: você só deve entrar depois que todos já tiverem saído.

Fonte: Adaptado da revista Veja 25/10/2000

quinta-feira, 5 de março de 2009

Custos Ocultos para as Empresas da Deficiência em Inteligência Emocional

Por que devemos nos interessar em desenvolver o nível de Inteligência Emocional (IE) na nossa empresa? É apenas uma questão humanitária ou causa impacto significativo na eficácia geral da organização?

Nossas emoções e as dos outros estão sempre presentes e nos influenciando. Porém, sua influência pode ser tão sutil e subconsciente que nem percebemos. Até certo ponto, um pouco de “toxidade emocional” é inevitável e mesmo benéfica. Mas se (apesar de evitável) ela for excessiva, prolongada demais e sem objetivo, causa diversos custos ocultos para a empresa, prejudicando sua competitividade. Os principais custos ocultos:

1- Rotatividade Excessiva

2- Absenteísmo

3- Menor Produtividade e Qualidade

4- Custos Médicos excessivos

5- Comportamentos Vingativos

6- Assédio Moral

7- Efeito Espanta-Talentos

O problema é que estes custos são muito gradativos, sutis e diluídos entre diversos outros fatores. Além disso, talvez a empresa tenha estas situações há tanto tempo que elas são consideradas normais. E se a empresa está tendo lucros apesar dessa conjuntura, as pessoas podem não ver necessidade de corrigi-la. Para muitos, falar de Inteligência Emocional e investir em seu desenvolvimento parece ser algo despropositado, sem relação com a vida profissional. Por fim, talvez não haja ainda muitos exemplos de empresas brasileiras altamente eficazes devido (entre outros fatores) aos seus elevados níveis de IE para servirem de modelos ou então as empresas em geral não compreendem que este é um dos ingredientes que fazem estas organizações serem plenamente eficazes e competitivas.

Podemos comparar com o proprietário de um carro com motor um pouco desregulado, mas que ainda está andando satisfatoriamente. O motorista não quer investir o tempo e recursos necessários para a manutenção, mas despercebe que na soma total está gastando muito mais com o desperdício de combustível e óleo, além da sua demora estar danificando o motor e tornando seu conserto cada vez mais caro.

Enquanto estamos concorrendo com “carros” igualmente desregulados, ainda é possível sobreviver e até prosperar. Mas quando começamos a concorrer com organizações altamente eficazes devido (entre outros fatores) ao seu nível de Inteligência Emocional, se não elevarmos nosso nível pessoal e organizacional, será cada vez mais difícil prosperar e até mesmo simplesmente sobreviver. Como ensina o professor Marins: “cada vez mais enfrentamos mais concorrentes com preços parecidos e qualidade semelhante” O diferenciador é a Inteligência Emocional.

Buscar a plenitude em qualquer aspecto (incluindo na Inteligência Emocional) pode requerer inicialmente esforços extras, mas no fim das contas fazer algo ótimo NÃO é mais difícil do que fazer algo bom e no longo prazo demanda menos sofrimentos e custos do que fazer algo medíocre. Praticar os princípios da Inteligência Emocional e da Programação Neurolingüística pode simplificar a nossa vida e nos tornar mais eficazes: obter o máximo de resultados aplicando apenas o tempo, esforços e recursos estritamente necessários, ao mesmo tempo em que preserva a capacidade de produzir e os bons relacionamentos. Como isso é possível?

Empreendendo um esforço pleno, constante e bem orientado. Estabelecendo metas alcançáveis, porém desafiantes e aprendendo novas estratégias para atingi-las. Refinando nossos sistemas de crenças e valores. Aprimorando nossos paradigmas por ampliar nossos conceitos sobre nós mesmos, as pessoas e a vida.

Administrando com a Inteligência Emocional

MCBROOM era um chefe intimador, cujo mau gênio intimidava os que trabalhavam com ele. Essa característica já seria ruim em um escritório, fábrica ou loja. Mas ele era piloto de uma empresa aérea. Um dia em 1978 o avião de McBroom aproximava-se do aeroporto quando ele notou um problema no trem de aterrissagem e adotou a manobra padrão de circular o campo em alta velocidade enquanto remexia no mecanismo. McBroom ficou tão obcecado com o trem de aterrissagem que não percebeu que o combustível estava acabando. Mas os co-pilotos tinham tanto medo da fúria dele que nada disseram, mesmo percebendo a tragédia iminente. Então o avião caiu, matando dez pessoas.

Hoje essa história real é contada como advertência nos treinamentos de segurança dos pilotos de empresas aéreas. Em 80% das quedas de avião os pilotos cometem erros que poderiam ser evitados, sobretudo se a tripulação trabalhasse com mais harmonia. O trabalho em equipe, linhas de comunicação abertas, cooperação, saber escutar e saber dizer o que pensa são enfatizados aos pilotos juntamente com as habilidades técnicas.

A cabine de um avião é um microcosmo de qualquer organização de trabalho. Mas sem o dramático feedback que é a queda de um avião, os efeitos destrutivos das deficiências emocionais passam em grande parte despercebidos pelos de fora da cena imediata. Porém, os custos ocultos podem ser lidos em sinais como menor produtividade, perdas de prazo, erros e acidentes e alta rotatividade. As deficiências em Inteligência Emocional no local de trabalho geram custos inevitáveis para o balanço financeiro de qualquer empresa. Quando essas deficiências se generalizam, os resultados podem ser muito graves.

O custo/benefício da Inteligência Emocional é uma idéia nova nas empresas e alguns administradores talvez considerem difícil de aceitar. A maioria acredita que o trabalho envolve e requer apenas o aspecto intelectual das pessoas, e não o aspecto emocional. Mais do que isso, muitos temem que cultivar competências como a empatia possa prejudicar o fluxo do trabalho, a tomada de decisões e a busca das metas.

Entretanto, as mudanças sócio-econômicas e o progresso científico levaram a um novo entendimento que muitas empresas já estão adotando. A nova realidade competitiva paradoxalmente requer elevados graus de cooperação e sinergia, o que exige maiores competências emocionais no local de trabalho e no Mercado. A Inteligência Emocional está sendo cada vez mais valorizada, mesmo que não se conheça ou não se utilize o termo. A hierarquia rígida com seus chefes dominadores pode fazer uma organização ser eficiente, mas não pode torná-la eficaz. A virtuose nas aptidões intra e interpessoais é o futuro.

Os efeitos da deficiência em Inteligência Emocional são bem evidentes se quisermos perceber. Quando as pessoas estão emocionalmente perturbadas, elas não se lembram bem, não acompanham mentalmente, não raciocinam direito, não aprendem com clareza e nem tomam decisões com equilíbrio e bom senso. O intelecto e as competências técnicas necessitam de equilíbrio e maturidade emocionais para funcionar com plena eficácia. A tensão emocional excessiva e constante torna as pessoas intelectualmente limitadas.

No lado positivo, imagine os benefícios para o trabalho das competências emocionais básicas: as capacidades de autoconsciência, autodisciplina, automotivação, entrar em estado de fluxo, empatia, comunicação, lidar com discordâncias, cooperação. A autêntica liderança não é dominação, mas a arte de persuadir as pessoas a trabalhar para um objetivo compartilhado. E para a administração da própria carreira é essencial reconhecer nossos mais profundos sentimentos, crenças e valores sobre o que fazemos e queremos fazer.

Três aplicações da Inteligência Emocional são especialmente importantes: (1) a habilidade de apresentar queixas de formas construtivas, (2) criar um ambiente em que a diversidade não seja apenas tolerada, mas valorizada e (3) as redes de ligação interpessoal.

(Adaptado do livro “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Perfeccionistas X Otimizadores

Existe uma diferença muito grande entre ser um perfeccionista e ser um otimizador.

O perfeccionista é insaciável e paranóico (no sentido popular ou até clínico). Nunca está satisfeito, sempre procura erros em tudo e quando não encontra, inventa. É pessimista e depreciativo, deixa a todos tensos, as pessoas se cansam de se empenharem para fazer o melhor e nunca estar bom o suficiente. Ele busca obsessivamente uma perfeição inatingível. Por melhores que sejam os resultados ele ou ela se sente mal porque não ficou 100% do jeito que queria (nem 99% serve) e faz questão de que todos se sintam mal também. Sua motivação é negativa (fugir da dor), sente pavor de erros e exige demais de si mesmo e/ou dos outros. Assume objetivos grandes demais e/ou numerosos demais para ele. Quanto mais se esforça, mais frustrado fica. Alguns perfeccionistas inventam regras secretas arbitrárias que cobram de si e/ou dos outros. Sua atitude é auto-sabotadora, pois tende a multiplicar e piorar os erros e estreitar ainda mais as limitações.

O otimizador é diferente. Ele sabe elogiar ou pelo menos sinalizar que ficou satisfeito. Sua motivação é positiva (buscar a satisfação) sempre faz e nos incentiva a fazermos o melhor, a nunca reduzirmos nossos padrões sem motivo válido, a buscarmos a melhoria constante com equilíbrio e bom senso. Quer que tudo seja bem feito e possui elevados padrões, mas sabe lidar com as limitações e tolera erros aceitáveis. Ele busca o máximo e o melhor possível, estabelece metas desafiantes, porém alcançáveis sem extrapolações. Fica satisfeito com uma perfeição relativa.

Porém, muitas vezes o perfeccionista tem boas intenções. Talvez ele acredite ser um otimizador. Mas precisa rever seus conceitos e expectativas a respeito de si mesmo, das pessoas, do trabalho e da vida. Deve aprender a ser simplesmente feliz e a deixar os outros serem também. Tem que aprender a ter padrões e objetivos humanamente alcançáveis e a ser razoável tanto nas suas autocríticas quanto nas críticas que faz aos demais. Deve aprender a perdoar sinceramente a si próprio e aos outros. Precisa deixar de ser autocentrado e ansioso, centrar-se mais nos outros e praticar a serenidade. O negativismo do perfeccionista contagia e desanima as pessoas e suas exigências insaciáveis as esgotam. Além disso, se você faz algo melhor do que seus colegas e fica se lamentando, eles podem se sentir rebaixados.

Todos nós podemos cair no perfeccionismo. Se você possui certa tendência, deve tomar alguns cuidados. Reflita sobre que crenças levam você a ser perfeccionista e modifique essas crenças. Aprenda a identificar e interromper os pensamentos perfeccionistas assim que surgirem em sua mente. Selecione modelos (exemplos de pessoas que são otimizadoras sem serem perfeccionistas) e absorva pontos estratégicos do seu modo de pensar e agir. Procure descansar o suficiente e ter uma alimentação equilibrada todos os dias. Mexa-se, exercite o corpo. Reserve tempo para família, entretenimento, aprendizado, reflexão. Quando estiver preocupado, converse com um amigo. Delegue tarefas. Conheça seus limites físicos, emocionais e intelectuais.

Aprenda a diferenciar o que você pode mudar daquilo que não pode mudar, concentre-se no primeiro e aceite o segundo. Aprenda a dizer “não”. Saiba distinguir o que é essencial do que é importante e incidental. Estabeleça objetivos equilibrados no tamanho, na quantidade e nos prazos. Organize-se com bom senso para ser eficiente e poupar tempo, energia e outros recursos e evite ter uma agenda apertada demais. Pare de procrastinar e termine o que começar. Assimile os erros e imprevistos como lições e/ou como parte da vida. Acredite que seu valor como pessoa é incondicional e não depende de nenhum resultado. Cuidado com comparações indevidas. Cultive qualidades como serenidade e paciência. Seja bondoso consigo mesmo e com os outros. Mas cuidado para não ir ao outro extremo e se tornar acomodado e negligente.

Claro que tudo isso é muito mais fácil de falar do que de fazer. Portanto, evite ser perfeccionista no seu empenho de evitar o perfeccionismo!

A grande ironia é que os otimizadores, com seu equilíbrio e bom senso, em geral conseguem resultados melhores do que os perfeccionistas, em especial no longo prazo. E com certeza são muito mais felizes.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Planejamento Estratégico

Esse ano evidencia reservar desafios especiais para o país, para as empresas e para os profissionais. Porém, como em todos os períodos de crise, também podem surgir boas oportunidades para quem souber avaliar corretamente o Mercado e souber aproveitá-las.

O que faz uma empresa ser bem sucedida em períodos difíceis? Não existe resposta única nem fórmula padrão para o sucesso. Mas existem princípios que podem ser aplicados de forma específica a cada situação. Um ótimo ponto de partida é ter uma estratégia consistente para enfrentar as circunstâncias adversas e aproveitar as oportunidades. O Planejamento Estratégico é uma base para formular táticas para atingirmos nossas metas, pois possibilita um diálogo estruturado entre os gestores para especificar apuradamente nossa situação atual e decidir os melhores rumos a tomar diante das alternativas. E cada um de nós também pode fazer um Planejamento Estratégico para sua vida profissional e pessoal.

A elaboração de um Planejamento Estratégico parte do paradigma de que o futuro não está assegurado nem está predeterminado de forma fatalista. O futuro é construído gradualmente a cada momento e (embora não possamos controlar e sequer compreender todas as variáveis e determinar o amanhã) podemos influir ativamente nesta construção. O Planejamento Estratégico é composto de três etapas: (1) Avaliação Estratégica, (2) Definição de Metas e Prioridades e (3) Programação das Ações.

A Avaliação Estratégica consiste na enumeração dos principais Dificultadores Externos (ameaças) e Facilitadores Externos (oportunidades) encontrados no ambiente exterior micro e macro-econômico em que estamos inseridos e também na enumeração dos principais Dificultadores Internos (pontos fracos) e Facilitadores Internos (pontos fortes) no ambiente interno da organização que podem afetar nosso progresso hoje e no futuro.

A Definição de Metas e Prioridades estabelece objetivos de curto e longo prazo e identifica o que é essencial, o que é importante e o que é incidental nas nossas atividades em vista dessas metas, especificando aquilo que precisa ser feito com precedência diante das ameaças, oportunidades, pontos fracos e pontos fortes da empresa. Tudo em harmonia com os valores e a missão. É aqui que definimos os rumos gerais que devemos tomar.

A Programação das Ações responde a perguntas fundamentais para o sucesso do Planejamento Estratégico:
1- Quem (os responsáveis);
2- Com Quem (equipe de apoio);
3- O Que (ações específicas);
4- Como (metodologias);
5- Onde (lugar);
6- Quando (tempo de início);
7- Quanto (tempo [prazos], dinheiro e outros recursos);
8- Por Quê (as bases teóricas que justificam as ações e a relação com os objetivos, valores e missão).

Obviamente, o Planejamento Estratégico por si só não garante o sucesso. Mas se for adequadamente elaborado, aplicado e monitorado, de preferência começando logo no início do ano, pode fazer grande diferença porque proporciona um direcionamento para os tomadores de decisões e para todos os envolvidos, algo especialmente necessário em épocas turbulentas.